Procurar por conteúdos no site do STE...


Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e de Entidades com Fins Públicos

Greve Geral de 24 de Novembro de 2011: Alguns testemunhos de associados que dão conta do esforço necessário

«1º»

Ao longo da minha vida tenho feito poucas greves.

Reservo essa postura para situações de emergência e afastadas de posições que nada mais são do que politiquices.

No caso de amanhã, penso que é um momento crucial que diz respeito a todos aqueles que trabalham na administração pública.

Não é justo que sejamos nós a pagar por todos os outros e que sejamos sempre os vilões.

A culpa é só nossa?

O Orçamento para 2012 ainda não está fechado e ainda pode haver recuo na suspensão dos subsídios de ferias e natal, para além de que a renegociação das tabelas salariais vai, efectivamente, ser uma realidade.

Sei que custa muito perder um dia de vencimento. Mas não custa muito mais perder todos os meses entre 5 e 10% e agora mais 2 vencimentos?

O que adianta andarmos todos a lamentar-nos diariamente, se na devida altura todos nos acomodamos?

Afinal estamos todos satisfeitos?

É lógico que a greve só tem sentido e quiçá efeitos, se tiver representatividade – Por isso eu vou dar o exemplo!


«2º»

É realmente inadmissível este tratamento, esta discriminação negativa humilhante e punitiva, que corresponde a uma quebra de remunerações elevadíssima, empurrando as pessoas para a pobreza e arrasando com a progressão na carreira e expectativas que os funcionários foram conquistando ao longo de décadas de trabalho. Ainda por cima quando há alternativas justas para ir buscar o dinheiro sem cortar os salários, o que mais faz esta medida totalmente inconstitucional.

Além disso, como se pode aceitar este retrocesso civilizacional de décadas de direitos adquiridos que agora querem arrancar às pessoas? Como se pode aceitar que um país com séculos de história, com um governo, com uma Constituição, seja mandado pela "Troika", que se arroja o direito (e o mesmo lhe é "dado"!) de mandar fazer o que lhe apetece, passando por cima de toda a lei e da Constituição de um país?

Este caminho tem de se inverter! Num Estado de Direito, não se pode respeitar a lei quando isso interessa ao governo, nomeadamente para cobrar impostos, impor punições e regras que obriguem os cidadãos e depois, quando toca aos direitos, fazer de conta que a lei não existe.

Greve e luta são precisas!

«3º»

Boa dia!
Saudações a todos, antes de mais. Na minha perspetiva, a greve foi útil e eficaz, e esperemos que sirva para o Governo poder reflectir acerca do assunto. Infelizmente, ainda há muitas pobres almas (por ingénua estupidez, ou mera ignorância, ou, por uma muito mais grave letargia) que passam a vida a reclamar, a falar mal de tudo e de todos e que na hora de agir, dentro da legalidade, nada fazem e acabam por dizer que não serve para nada...melhor, ainda, é escutar as maravilhosas afirmações de rua em que alguns cidadãos mais crédulos nas prédicas governamentais de que essa gente que faz as greves são uns malandros, pois prejudicam o desenvolvimento do País, entre outras mentiras e absurdos que proferem. No entanto, o que esse tipo de pessoas deverá, com certeza reter, é que criticaram a acção de ontem (que foi muito bem sucedida por sinal), mas, para o ano, quando a situação arrasadora que aí vem os devastar severamente, também...depois reclamam, como de costume, mas, aí...já será tarde!
As pessoas ainda não perceberam muito bem o que está para vir...
Parabéns pela iniciativa!

 

Obter o Adobe Acrobat Reader Obter o Adobe Acrobat Reader
Para aceder aos documentos deste "site" necessita do Adobe Acrobat Reader