Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado e de Entidades com Fins Públicos
09.11.2006 - Trabalhadores da Administração Pública dão resposta ao Governo! Greve Nacional com uma adesão de 80%
Os trabalhadores da Administração Pública estão hoje a dar a sua resposta às posições ditatoriais do Governo.
E dão essa resposta com uma greve de dois dias.
Os trabalhadores consideram que o que está em cima da mesa tem uma tal gravidade que há tomar uma posição. Uma posição que obrigue o Governo a fazer o que não tem querido fazer: negociar.
Para além das carreiras com o congelamento da progressão por mais um ano, o Governo ataca com mais descontos para a ADSE e com uma actualização mínima e insuficiente das remunerações e aposentações.
Sem negociação, ou com negociação de faz de contas, o Governo prepara-se para aprovar novas carreiras com, cúmulo dos cúmulos, redução das remunerações.
Só que ao contrário do que o Governo diz, no seguimento do relatório da Comissão para o Estado das Carreiras e Remunerações, as remunerações na Administração são inferiores às do sector privado.
O estudo que o Governo esconde aponta para: um grande diferencial – negativo – em relação às diversas carreiras da Administração Pública:
• Director-Geral - 77%
• Gestor de RH - 8%
• Director de Serviços - 61%
• Chefe de Divisão - 28%
• Analista Informático - 12%
• Consultor Jurídico - 5%
• Engenheiro - 37%
• Téc. de Apoio à Gestão - 3%
• Engenheiro de Sistemas - 1,5%
• Enfermeiro - 10%
• Analista de laboratório - 48%
• Técnico com formação
Profissional especializada - 29%
• Assistente Administrativo -29%
• Tesoureiro - 36%
• Funcionário de limpeza - 13%
• Motorista de Ligeiros - 33%
• Cozinheiro - 33%
• Canalizador - 7%
• Electricista -17%
• Mecânico - 38%
Com estes dados caem completamente por terra as afirmações de que os trabalhadores da Administração têm remunerações superiores às do sector privado.
Como caem por terra os propósitos do Governo de estruturar carreiras com remunerações inferiores às actuais.
Cabe aos trabalhadores e às suas organizações obrigar o Governo a negociar.
Não podemos pactuar com a incompetência ou a desonestidade intelectual como fundamentos para uma reforma da Administração Pública que o Governo ontem negava e hoje anuncia, eufórico.
Com 80% dos trabalhadores de toda a Administração Pública empenhados nesta greve,
Com uma informação que chega a todos cada vez mais rapidamente,
Os trabalhadores querem ser parte na solução e não aceitam ser envolvidos em propostas malthusianas para os Serviços Públicos e para 75000 colegas que o Governo pretende colocar nos supranumerários.
A Direcção
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